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Home Sweet Home

Este blog é o nosso reflexo. Conheçam as nossas aventuras, os nossos projectos, conheçam-nos a nós.

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4ª feira sem filtros

Hoje dou inicio a esta rubrica.

Há alturas em que nos apetece dizer tanta coisa mas as convenções sociais não o permitem, ou os filtros sociais activam e lá se vai a coragem. As quarta-feiras serão o dia de deixar cair tudo isso e expor a nu a minha opinião e desabafo. 

 

Hoje um tema que certamente atinge mulheres com idades entre os 25/35 (pelo menos!). Não há uma semana que passe sem ouvir as seguintes frases:

 

- ah então quando és tu? - no contexto de casal x vai ser pai, ou casal x está à espera de bebé...

 

- Vocês já estava na hora também? - sim namoro há 10 anos, mas isso não quer dizer que queira começar já  a ter filhos... tenho esse direito ou não? talvez não. isso implica que quem namorada há menos tempo tem menos direito? e quem namora a mais está atrasado?

 

- então quando vem o bebé? - virá quando eu e o carl acharmos o momento certo para nós... não quando outras pessoas o dicidirem que o é...

 

- quero ser avô/avó (esta vem em duplicado do lado dos meus pais e do lado dos pais do carl) - pronto... já nem digo nada, normalmente pego no argumento ah e tal pagas tu as despesas? já não criaste uma? ou um? alguém te disse quando o fazer? então pronto.... 

 

- ah pois já estas a chegar a idade limite - esta deixa-me mesmo assustada, não por me estar a aproximar de uma qualquer barreira invisível que agradeço que me mostrem mas porque meus senhores/as tenho 28 anos!!!

 

Eu e o Carl gostamos muito de namorar, das nossas manhãs de ronha, do nosso mundo como está! Só corrigia uma coisa que é ter o nosso espaço, mas isso também chegará e já esteve mais longe. 

Gostamos de fazer as coisas com tempo e calma, ponderar no que tem que ser ponderado, demorámos 4 meses a escolher um carro!!!

Vai demorar uns bons meses entre amadurecer ideia de ser pais e concretizar. E se há coisa que sei que quero fazer, ou aliás não fazer é contar seja a quem for que estamos sequer a tentar. 

Depois começa o rol infinito de ah e então? já está? foi este mês? e isso ao casal não pode fazer bem.

 

Além das condições que considero essenciais para ter um filho, materiais sim... há muito além disso, solidificar a nossa relação em vigas de betão, ferro armado, cimento, tudo e mais alguma coisa, um filho muda muita coisa e eu quero que esse momento abale o menos possível o que temos. 

Não não sou mãe, mas tenho noção do que é ser, tenho pelo menos 3 casais que me são muitoooo próximos com filhos, em diferentes fases, e todos eles passaram por um bocado menos bom, acho que quem disser o contrário mente. 

 

A falta de sono, de disponibilidade, de tempo, de paciência, a dedicação que aquele pequeno ser nos exige muda a forma como gerimos a nossa vida e a nossa relação. 

O tempo que agora tenho para mim e para o carl teria de ser dividido para carl e bebe, ellie e bebe, ellie carl e bebe, e finalmente ellie e carl.

E se não estiver preparada para me dividir ou o carl com esse pequenino ser?

Tenho esse direito, a querer namorar a querer estar com a minha alma gémea...

 

Já vejo os argumentos a aparecer, ah mas o amor de filhos esse sim é verdadeiro, ou esse é o mais importante, certamente para mim também será, mas.... 

Tenho tempo para ele. 

E não é a sociedade, as pressões sociais que uma mulher sofre diariamente que me vão fazer trocar de ideias.

 

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