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Home Sweet Home

Este blog é o nosso reflexo. Conheçam as nossas aventuras, os nossos projectos, conheçam-nos a nós.

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  • A primeira e única vez que falo sobre a questão dos refugiados.

    Faço este post em desespero para extravasar. 

    Ás vezes acho que sou de outro mundo. Que tenho ideias demasiado diferentes de toda a gente. Que há questões que defendo e com quais pouca gente se identifica da mesm forma.

     

    Ora bem, para mim o nosso Planeta! É... simplesmente de todos nós!

    Ora analisemos, se uma nação decidir arruinar com radioatividade ou poluição um determinado oceano ou ar, todas as outras serão afectadas obrigatoriamente, não há fronteiras nos oceanos, não há fronteiras no céu...

    Por isso acho que todos os governos e líderes deste mundo (uns melhores que outros sim...) têm de ser responsáveis não só com os residentes do respectivo país, mas com todos nós, que vivemos neste Mundo. 

     

    Tendo isto em conta é me muito doloroso quando vejo, pessoas que fogem de um país em guerra, para se protegerem a si e à sua família, serem escorraçadas...

    E o argumento usado é idiótico, terrorismo... Não nego a existência dele, mas se analisarmos as estatísticas, são muito mais as pessoas como eu, o vosso vizinho, o meu/vosso professor, a minha/vossa amiga que fogem a uma guerra que não é deles, do que os terroristas com objectivo de se explodirem nos países europeus. 

     

    Como? Como se nega essa oportunidade às pessoas? Ouço pessoas a falarem que me escandalizam, a dizer que deviam lá ficar que não têm nada que vir para Portugal... enfim... que deviam morrer todos afogados. Parte-me o coração...

    Eu tenho a certeza que aquelas pessoas que ouço tão friamente a dizerem isso, caso a família delas estivesse em risco eram os primeiro a defendê-las com unhas e dentes, mesmo que isso implicasse atravessar um mar inteiro sem condições, entrar à socapa num país...

     

    Mas quando leio que estes refugiados, sim são pessoas que deixaram tudo, o lar, a família, perderam amores, têm de anunciar agora no facebook a venda dos próprios orgãos para sobreviverem, desculpem... mas sinto que falhámos como humanidade.

    Como? Como somos ser humanos que negam a outros a oportunidade de viver... 
    Como é que os governos se prendem às fronteiras num mundo que se diz globalizado?

    As fronteiras não existem, o planeta é de todos nós.

     

    Temos de ser um para o outro, mas numa escala muito maior. 

    Dói-me quando vejo as pessoas pensarem pequenino, ahhh vamos lá revoltar-nos com o governo para quê? quem vem a seguir que lide com eles... ah eu já cá não estou nessa altura nem quero saber...

    São frases que me irritam os mais pequeninos pêlos do braço e de todo o corpo...

    No futuro nós não estamos cá, mas os nosso filhos estarão, netos, sobrinhos, partes de nós estarão presentes no ADN deles... Como podemos não nos preocupar?

    Detesto pensar em pequeno... detesto quando pensam no umbigo, detesto quando num mundo que se diz global há cada vez mais um piorar da globalização e um retrocesso à idade das trevas. 

     

    Meus queridos, mantenham a mente aberta, pensem global, nunca se sabe quando seremos nós, os do hemisfério norte, os beneficiados, a precisar de invadir o hemisfério sul, nunca se sabe quando a roda da fortuna inverte e nos vemos na situação de refugiados e eu certamente vou gostar que naquela altura alguém me dê a mão, e não me obrigue a passar por situações desumanas.